sexta-feira, 26 de setembro de 2008

:: Morre Lentamente ::

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve musica, quem não encontra graça em si mesmo.



















Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
































Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.































Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.











































Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeçou e sentimentos.














































Morre lentamente quem não vira a mesa quando esta infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.




























































Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua ma sorte ou da chuva incessante.





















































Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de inicia-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.




















































Morre lentamente...



Pablo Neruda

2 comentários:

Anónimo disse...

Bom, muito bom!

Coccinella disse...

Amo, amo, AMO este texto